Conversa com Pedro Morgado – Guião


Mudamo-nos para www.oportoemconversa.com

1. sobre o blog,

2. apesar de estar a trabalhar em braga à quase um ano ainda tenho uma visão pouco precisa do que é a cidade. Uma ideia que está normalmente associada a braga é a sua relação com a igreja, qual é na verdade a Importancia da igreja na vida da cidade? ainda tem alguma importância?
-> follow-up como se sente essa importancia?

3. e Como é que uma cidade vive 35 anos com o mesmo presidente da câmara?”

4. Quais os temas que se debatem na cidade? e no resto do concelho?

5. um dos temas importantes no porto é a reabilitação urbana, é inquestionavel que o porto tem muitos prédios abandonados e/ou em ruinas, também há essa experiencia em braga?
– e como a estão a resolver?

6. outra questão que imagino também possa ser relevante é a ligação da região com a emigração, em que muito da juventude da região que não encontrou oferta de emprego e teve que emigrar está eventualmente a voltar devido à crise internacional.

7. como vez a questão da educação? de relembrar que braga vai ter o laboratorio iberico(?) de nanotecnologia, mas ao mesmo tempo a regiao norte é a regiao com maior abandono escolar. sei que isto não é um problema especifico de braga mas como vez esta dualidade?

8. Qual a importância do projecto Quadrilátero Urbano

9. achas que é um modelo que poderia ser de alguma forma adaptado por eexmplo a porto (ou gamp), braga, aveiro? ou indo mais para norte viana, braga, porto, aveiro?

Valente de Oliveira “# necessitamos de nós de rede suficientemente fortes que impeçam o afundamento pelo centro demasiado pesado”

10. portugal não é um país regionalizado, na medida em que não tem um nivel intermedio entre autarquias locais e administração central, como vez nesse enquadramento o papel do Minho na ligação à Galiza, dado que histórica e culturalmente há grandes afinidades entre as duas regiões, superior ao Porto.

>>um artigo de tiago santos sobre Marketing territorial da Grande Área Metropolitana do Porto que foi publicado no blog quinta cidade dizia referindo-se à região norte que “A grande Área Metropolitana do Porto é claramente a região mais marcante, contudo, a região Norte apresenta “um sistema urbano policêntrico com o Porto a mostrar dificuldades em manter a sua centralidade, partilhando-a com outras centralidades metropolitanas e regionais” (PROT-N). ”

11. Qual é o papel de Braga perante a regionalização? de alguns blogs que vou acompanhando fica a ideia de que reina a ideia “antes lisboa que o porto” mas ao mesmo tempo as proprias relações  braga-guimarães e Braga-viana do Castelo também aparentem pouca articulação.
relações independentes? para defender uma questao como a linha de caminho de ferro no Douro.

12. portocentrismo. ele existe? há forma de escapar dele? será que as acusações habituais não têm mais que ver com o facto de as instituições que temos estarem bastante ligadas a territorios geograficos concretos, ou seja, parece-me natural que a camara do porto faça todos os esforços para ter determinado serviço ou organismo no seu territorio, da mesma forma que me parece legitimo que braga faça o mesmo, nao faria muito sentido que fosse de forma diferente, será que a maior parte das questoes que surgem não são mais pelo facto de ainda não termos um organismo supra municipal?

13. um exemplo concreto que é indicado quando falamos nestas questoes do portocentrismo é o da regiao de turismo do porto e norte de portugal
vou-te ler uma passagem de um mail que enviaram sobe a marca turística “Minho”.
A criação de uma marca implica uma escala mínima, tanto em termos de capacidade financeira de promoção / notoriedade, como em termos de produto / oferta turística.
O Minho não tem, neste momento, essa escala. Na minha opinião, o Porto sozinho (que tem o dobro das dormidas do Minho, e várias vezes a notoriedade) também não, pelo menos em produto turístico, mas poderá atingi-la em 4-5 anos.
O que está aqui em causa não é uma lógica de drenagem, é uma lógica de parceria. Em vez de promover 2 destinos turísticos isoladamente, em que nenhum tem escala, promover um só, consolidado. Teremos assim:
– promoção mais eficaz (trazemos mais turistas). O Minho sozinho apenas tem capacidade para ser promover eficazmente em Espanha, e em particular na Galiza, países nos quais deverá manter a sua marca, em particular na Galiza. Com o Porto, consegue-se promover com eficácia no resto da Europa. O Porto, com o Minho, consegue ter escala para promoção eficaz em mais países europeus: alarga a sua capacidade de influência.
– escala de conteúdo. O Minho captará melhor os turistas que já vêm ao Porto. E o Minho será a razão para os turistas ficarem mais tempo e voltarem mais vezes ao Porto (e por conseguinte, ao próprio Minho).

Parecem-te argumentos válidos ou não? ou são argumentos válidos mas não confias que as pessoas que estão à frente do processo as queiram implementar?

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