Posts Tagged ‘porto’

Representantes do Porto – Gustavo Pimenta (PS)

29/12/2009

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Nesta quarta edição de Representantes do Porto falei com Gustavo Pimenta, líder do grupo socialista na Assembleia Municipal do Porto.
O tema principal foi naturalmente o Orçamento e Plano de Actividades que tinha ido a votação no dia anterior (22-dez) mas falamos também do Parque da Cidade, de Orçamentos Participativos e da representatividade dos deputados na Assembleia da República

Podem descarregar o programa directamente ou subscrever o podcast através deste link .
Duração total: 56:45

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Debate Fundação SPES – Elisa Ferreira

08/07/2009

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Intervenção inicial de Elisa Ferreira no debate organizado pela Fundação SPES

duração total: 22:12
Podem descarregar o programa directamente ou subscrever o podcast através deste link .

O vídeo integral de toda a sessão pode ser visto no site da fundação.

Algumas notas:

  • ligação hsj / escola => saber investigado, aplicado, difundido
  • juventudes / partidos => juventude interessados noutros problemas que os partidos não tratam, partidos querem perceber quais os temas que a juventude quer ver tratados
  • porto tem vivencia dificil relacionada com as várias crises
  • crise internacional, nacional, regional
  • nacional – país ficou demasiado para trás demasiado tempo, o que dificulta o relançamento
  • porto sempre foi cidade aberta e cosmopolita
  • reacção do porto nesta crise
  • será que fizemos tudo o que está ao nosso alcance para sair desta crise?
  • necessário explicar que nem tudo vai bem no porto
  • numeros complicados no porto:
  • – 2001-2007 – cidade portuguesa que mais população perdeu (em percentagem)
  • – cidade que se divide cada vez mais em ocidental e oriental e perdeu as pessoas que faziam a transição entre essas 2 áreas
  • – 31% pessoas >65anos, compara com 22% grande porto, 26% país
  • – cada vez menos jovens e cada vez mais idosos e cada vez mais mulheres idosas: 24% >65 anos, 12% > 75 anos
  • – 34% residentes vivem de pensões (invalidez, velhice, sobrevivÊncia)
  • – se considerarmos outros subsidios temos 114.000 pessoas a viver com apoios
  • – temos gente capaz de produzir riqueza a menos
  • logo a cidade não vai bem => enquadramento para criar uma proposta para sair desta situação
  • que não pode ser só para os que já são competitivos
  • apostas: educação, formação profissional, perspectiva cultural
  • criar condições para que os jovens e as famílias possam viver na cidade
  • não podemos ter cidade que se divide em ilhas / bairros sociais / condomínios fechados
  • qualidade vida / ambiental
  • “…para pegarmos em tudo isto nós temos que ter uma concepção que seja uma concepção de futuro, temos que ter a verdade dos números quanto ao sitio de onde partimos, temos de ter a determinação e a força para lá chegar e isso só se faz trabalhando em rede, trabalhando em rede e transformando a câmara municipal num espaço de interface, polarizador, mobilizador, porque a administração pública nos tempos que vivemos, nos tempos que correm, não tem qualquer condição de executar aquilo que a sociedade requer que a administração faça, e uma administração que se fecha sobre ela própria é uma adminstração que não está neste seculo, a administração de uma câmara assim como a administração do estado tem de estabelecer redes com hospitais com organizações da sociedade civil, com organizações culturais para que o programa final seja um programa que cubra todas as valências que o cidadão do séc xxi da europa exige mas que uma administração europeia, sobretudo portuguesa ou de um municipio como o porto não consegue sozinho providenciar.”

Conversa com Catarina Martins – podcast

07/05/2009

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Nesta edição do podcast O Porto em Conversa falei com Catarina Martins da companhia de teatro (e não só) Visões Úteis.

A conversa foi naturalmente sobre cultura, desde a relação do público com a arte contemporânea à importância dos teatros municipais (e a questão portuense do Rivoli).
Falamos ainda de alguns projectos como o Coma Profundo (que está disponível em podcast para qualquer pessoa no site da companhia) e outros similares (“Errare, Parma; “Os ossos de que é feita a pedra“, Santiago de Compostela) que podem também servir de valência turística para a cidade.
E naturalmente os custos da cultura…

00:35 – visões úteis uma companhia criada no porto por pessoas (quase) todas fora do porto. “decidimos conscientemente que queriamos vir fazer teatro para o porto, achamos que isso tinha sentido, para nós tinha sentido a ideia de uma segunda cidade do país, um segundo centro”

02:15 – teatro contemporâneo feito como era feito à 50 anos atrás? “tudo muda e a forma como se chega à informação tem mudado muito nos ultimos anos, a forma mais dificil de o publico fruir teatro é na relação convencional, exige uma atenção e um tipo de conhecimento da convenção teatral que é muito complicada hoje em dia a muitas pessoas.”

04:00 “há muitas convenções em portugal sobre o que é acessível e o que não é acessível e que não corresponde [totalmente à realidade]” => falta de acessibilidade ou falta de meios para publicitar o que é feito?

04:52 “num centro urbano é muito mais dificil chegarmos às pessoas que não costumam usufruir da arte porque não temos os meios de promoção para lhes conseguir chegar”

05:00 audiowalks – “coma profundo”, foz porto; “errare,” parma; “ossos de que é feita a pedra”, santiago compostela

10:00 “porto oferece cada vez menos condições de trabalho para os artistas”. “não há condições de produção”

11:30 necessário espaços com relações com públicos

14:15 necessidade de um teatro municipal: “um teatro municipal é a ligação entre a população de uma cidade e a arte”

18:00 sobre o rivoli

18.40 ligação à comunidade

20:10 públicos: crianças <=> adultos. “tem de haver uma forma de por a crianças que estão integradas nestes programas [acções do serviços educativos de algumas instituições] a levar esta informação para casa”

21:00 custos económicos da cultura, financiamentos, …

22:00 de onde vem o dinheiro para a cultura… de todos nós. “[sendo financiados por uma fundação privada galega alguns poderiam dizer que não recebemos subsídios] isso é mentira, quem pagou o nosso trabalho foram os contribuintes galegos, os contribuintes europeus, …”

23:00 “normalmente todo o dinheiro que há para a arte… para a ciência… acaba por vir de dinheiros públicos”

23:50 “a pergunta não é de onde vem o dinheiro, o dinheiro vem dos impostos de nós todos, a pergunta é para onde vai o dinheiro que sai dos nossos impostos, se vai para onde deve ir.”

25:00 qualidade (técnica) dos espectáculos

26:00 “programas [de apoio] existem não para apoiar um produto mas para assegurar a pluralidade”

28:00 impacto da economia na cultura

29:00 “as pedras são sempre as mesmas o que se passa à volta das pedras é que vai mudando e vai chamando as pessoas mais do que uma vez, as industrias criativas desenvolvem-se ou não porque os próprios profissionais que trabalham nas industrias criativas mesmo que eles não sejam artistas ou não tenham vocação artistica alimentam a sua capacidade de ver as coisas de forma diferente pelo meio em que estão inseridos e pelo dinamismo criativo que esse meio possa ter ou não”.

31:00 apoio a primeiras obras

32:30 é possível haver cultura sem estado ou com menos estado?

33:30 rivoli outra vez

34:00 teatro municipal vs teatro em propriedade do municipio

35:30 investimentos nacionais e como se refletem na responsabilidade que os locais que os recebem adquirem

38:00 aposta nas grandes instituições culturais. “acho que as grandes instituições têm que acordar muito para a cidade e têm que perceber que a sua projecção internacional tem tão mais sentido quão mais profunda for a sua implantação local” (…)

39:00 “por outro lado as grandes instituições também tinham direito de o ser, sem mais nada, sem também que assumir o papel das médias que não existem”

40:00 projectar o teatro do porto no resto do país

41:00 “taxa que a câmara do porto cobra pelo transporte [de cenários de companhias do porto para outros locais] é duas vezes superior ao preço de mercado”

43:30 apoio à cultura ou apoio aos bairros… um exemplo concreto.

44:30 arte e turismo. objectos artisticos como valência turística.

Podem descarregar o programa directamente ou subscrever o podcast através deste link .

Conversa com Tiago Azevedo Fernandes – podcast

13/01/2009

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A primeira edição do O Porto em Conversa foi gravado dia 8 de Janeiro de 2009 e foi uma conversa com Tiago Azevedo Fernandes essencialmente sobre a participação civica, relação blogs-política-cidadãos e outros temas sobre a cidade.

Se preferirem podem subscrever o podcast usando o seguinte link: Subscribe in a reader

Porquê um podcast sobre o Porto cidade / região

17/12/2008

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A resposta rápida é que não conheço nenhum iniciativa do género com carácter regular (embora esteja a par de projectos que podem ter alguma semelhança como o inner-city) e também por puro egoísmo, para me ajudar a perceber o que algumas pessoas pensam sobre a cidade e a região.
E, quem sabe, de alguma forma contribuir para que outros consigam construir e consolidar as suas opiniões.

A ideia é parecida com o blog “Baixa do Porto” no sentido de criar um espaço para as pessoas exporem os seus pensamentos sobre a cidade / região mas aproveitando o facto de ser uma conversa entre 2 pessoas para poder explorar um pouco mais algumas ideias que por vezes não surgem por escrito.

Como ainda não gravamos nenhum programa para já só posso falar do que imagino que seja o podcast. Em principio estamos a pensar numa conversa entre 40 a 60 minutos e com uma periodicidade de 1 programa cada 3 ou 4 semanas dependendo da disponibilidade de toda as pessoas que irão participar neste projecto.

Existirá ainda um blog associado ao podcast que terá duas funções:

  • a primeira, anterior ao programa, para divulgação e também como suporte para a criação do guião da entrevista / conversa. Isso será feito divulgando com antecedência o assunto / pessoa da entrevista e solicitando, via blog, contribuições para a definição de quais os principais pontos a explorar nesse tema;
  • a segunda, posterior, com a inclusão da transcrição do programa e referências indicadas no mesmo (bibliografia, links, contactos);

A questão da participação de outras pessoas para a elaboração do guião da entrevista é algo estou curioso para ver como funciona… se vai ter algum tipo de adesão ou não. De qualquer forma eu irei apresentar sempre inicialmente o meu guião para servir um pouco de orientação para quem quiser contribuir, isto na ideia de que é normalmente mais fácil acrescentar do que criar e nem toda a gente tem tempo ou interesse para contribuir com ideias novas.

Durante a próxima semana apresento a primeira versão do guião para a primeira conversa. Espero pelos vossos contributos.